terça-feira, 25 de junho de 2013

Mais uma vez é Outono



As folhas caiem devagar,
outras ainda insistem nos galhos ficar,
mas a brisa morna que sopra
me faz lembrar,
que mais uma vez é outono
e não te vejo chegar.
O sol filtra os seus últimos raios
por entre as folhas secas
que se espalham pelo chão,
formando um tapete mágico
que me traz suaves recordações.
Era outono.
O ar quente e úmido
deixa gotículas escorrerem
das minhas mãos.
E o contato das tuas mãos
a afagar-me o rosto,
era pura sedução.
Hoje sinto a brisa do outono
a acariciar-me o rosto
e num misto de desejo louco,
levo as mãos à face
e sinto o calor a subir-me pelo corpo.



Débora Benvenuti

Espelho da Alma




A imagem que se reflete
me deixa inerte.
Transponho a tênue linha
que me separa do consciente
e me vejo perdida
numa névoa envolvente.
Vislumbro sombras distorcidas
no tempo já esquecidas.
Quero enxergar além
da visão turva que
meus olhos vêem.
E te vejo de mim te distanciares,
como se estivesses partindo
para nunca mais voltares.
Grito o teu nome
e o eco retumba como flechas
lançadas a esmo,
num lugar negro e escuro.
Sinto calafrios e a minha alma
parece a mim não mais pertencer.
Vejo tudo escurecer.
Não sinto mais as lágrimas a escorrer.
Somente o vazio ao meu redor
quebra a imagem deste silêncio
que me faz sofrer.



Débora Benvenuti

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Minha primeira Antologia Poética





Já saiu a Primeira Antologia Poética da minha Editora em Portugal.
São vários autores.
Os amigos que quiserem adquirir,podem fazê-lo através do link do site que estou postando aqui. Para meus amigos(as) portugueses, fica mais fácil. Eu vou mandar buscar os exemplares por cartão de crédito. É seguro e fácil. Só demora uns quinze dias,dependendo da alfândega. Valor 15.00€ IVA ( Quinze Euros)

ÍNDICE - Estes são os Autores
Abdul Cadre :
Asa Negra. . . 5
Albertina Fernandes :
Luz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Alessandro Moura :
As flores.... . . 7
Alexandre Homem Dual:
De Branco Pintadas as Paredes São. . . . . . . . . . . . . 8
Amanda Amanari :
O cacto e as flores. . . 13
André Ribeiro :
Cidades escuras, ou eu sem ti (nelchael). . . 14
António José Serra Duarte :
Hora-a-Hora. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17
António Vicente Aposiopese :
Vão Velorosas Valérias. . . 18
Carla Monteiro :
Aos poetas. . 19
Carlos Cebolo :
Agulheiro dos Mares. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21
César Salgueiro :
Ideias. . . 23
Clarice Lis Marcon :
a água lavou. . . 25
Débora Benvenuti :
O Acendedor de Corações. . 27
Deusdeth Maciel :
Flor de Outono. . . 29
Elsa Nunes :
Mistérios da alma. . . 32
Emanuel de Abreu :
Ironias do Amor. . 34
Estgma :
Dupla existência. . 35
Fábio R. Villela :
Metade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
Fabíola Gimenes :
Deixarei... (Fase: Silêncio) . . . . . . . . . . . . . . . . .39
Francilangela Clarindo :
O Mar à Janela. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .40
Guilherme Duarte :
Tributo à amizade. . . 43
Jorge Almeida :
Última estação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .46
Jorge M. C. Antunes :
Solstício de Verão. . . 47
Leandro Yossef :
Mil vezes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .49
Leonardo Peracini :
Eis o Homem. . . 50
Letícia Borges :
Borboleteando. . 52
Lie Caseiro :
Aquilo que não sei o nome. . . . . . . . . . . . . . . . .53
Liliana dos Santos Teixeira :
Aeroporto de Sombras. . 55
Lopes :
Viajar do tempo. . 56
Lourdes Ramos :
Mel Português. . 58
Madalena A. C. Rocha :
Pensamento do Dia. . . 59
Manuel Machado :
O Retrato. . . 60
Maria Inês :
Aguarela do Silêncio. . 61
Maria Teresa Sá Carvalho :
Mar de Desejos. . . 62
Mariangela Barreto :
Alma bipolar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .63
Maurício Duarte :
Você. . 64
Mirandulina Rego :
Retalhos de Escrita. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .66
Mosath :
Belial em San Francisco - Poema I. . 69
Nani :
Palavras . 78
Priscila Coelho Silva :
Aracaju-se. . . 80
Renato Laia :
Aqui Jaz Uma Vida. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .81
Rhodys Sigrist :
Dança das Quimeras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .83
Ricardo Pacheco :
Renascido das Cinzas. . . 84
RitaPea :
Ser cantante. . . 86
Roberto Armorizzi :
Cada Inteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
Serpente Angel :
E era tão grande.... . . 87
Tuna :
Desespero. . . 89
Valdemi Cavalcanti :
Qual foi o meu crime, senhor?. . . . . . . . . . . . . . .90
Venerável Hermyon :
União. . . 93
William Vicente Borges :
Acréscimos e decréscimos. . . 94
Y.K. :

Discurso da Natureza (Youkai). . . . . . . . 

sábado, 8 de junho de 2013

Amor Virtual




Você foi
O amor mais complicado
e o mais infinito,
O amor mais sonhado,
há tanto esperado.
Nas noites escuras,
fostes a estrela mais pura
de brilho gelado
num céu estrelado,
por onde meu coração,
antes tão magoado,
passeou enganado,
pensando ter encontrado um amor,
que no passado teria roubado
as chaves do meu coração
e com elas fechado as portas da minha solidão.
Quantas vezes nos encontramos
numa tela de computador
e nossos corpos ansiaram
e juntos sonharam,
sem mesmo se tocarem uma única vez.
Quanto desejo contido,
quanto sonho perdido
e um coração partido,
se desfez em pedaços
que se perderam no espaço.

Débora Benvenuti



O Homem sem Rosto






Na bruma da noite,
o teu vulto eu vejo aparecer
e quanto mais de mim
te aproximas
mais eu desejo te ver.
Mas sempre é a mesma coisa:
- Vejo que te aproximas devagar,
como se flutuasses no ar.
Teus passos são leves,
seguros, decididos.
Estendo os braços
e tento te abraçar,
mas por mais que eu tente
o teu rosto tocar,
percebo que estás envolto
em uma bruma cerrada
e assim de mim não consegues
te aproximar.
Tento visualizar o teu rosto,
mas vejo com desgosto,
o quanto é difícil te tocar.
A bruma se dissipa no ar,
então penso que é hora
do teu rosto eu vislumbrar,
mas vejo com tristeza
que acabo de acordar.



Débora Benvenuti

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Se eu fosse...



Se eu fosse uma estrada,
te mostraria o caminho.
Se eu fosse o sol,
te aqueceria com carinho.
Se eu fosse uma flor,
te daria o meu perfume.
Se eu fosse a lua,
seria toda sua.
Se eu fosse uma árvore,
te daria a minha sombra.
Se eu fosse um riacho,
correria para os teus braços.
Se eu fosse uma estrela,
vagaria no espaço.
Se eu fosse o vento,
sopraria de mansinho
e diria que lamento
não ser tudo isso,
mas que existo
e que tudo isso,
são coisas que eu sinto
quando te vejo,
mas nunca digo
o quanto te desejo. 




Débora Benvenuti