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terça-feira, 24 de junho de 2014

Folhas ao vento




Direi ao vento a todo o momento,
as palavras de amor que nunca falei
e talvez você, onde estiver,
as possas ouvir de uma outra mulher...
Então saberás,
que essas mesmas palavras
jogadas ao vento
é um triste lamento
que se perderam no tempo do meu pensamento.
São palavras sussurradas com tanta emoção
que ainda fazem eco no meu coração.
E tu as dissestes com convicção,
e isso me faz pensar como é triste a solidão,
de quem acreditou nessa suave canção
que embala os meus sonhos,
quando adormeço,
com a tua imagem no meu coração.



Débora Benvenuti

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Silêncio





Ouço os sons do Silêncio,
ou será meu pensamento
que caminha vagamente,
perdido na neblina do tempo?
Ouço vozes,
sons que me conduzem
por caminhos tortuosos,
por passagens e paisagens
esquecidas num canto
escuro do meu coração,
onde vagueiam perdidos
os fantasmas da minha solidão.
Vejo vultos cambaleantes,
que se afastam lentamente,
envoltos na neblina do tempo.
Vagueiam em silêncio,
como sombras indecisas,
tal qual chama de uma vela,
quando sopra a leve brisa.
Ouço o silêncio do meu pensamento.
  A noite é escura.
No céu, a lua ilumina a rua,            
e eu esqueço os meus tropeços.
 Não sei se mereço o que sinto neste momento,
em que nada espero,nada quero,
só ouço o silêncio do meu pensamento,
que voraz,me devora,
enquanto o silêncio que faz lá fora,
vai embora...


Débora Benvenuti

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Náufragos da Solidão





Somos náufragos perdidos
na ilha da Solidão.
Só não nos encontramos ainda,
por que a águas que inundam o teu coração,
te impedem de ver e sentir qualquer emoção.
Estás tão submerso,
que nada mais faz sentido.
Procuras em vão e nada encontras,
a não ser um vulto perdido na escuridão,
do que se tornou o teu coração.
Não existem trevas ao teu redor.
Tu a criastes num momento de extrema decepção
e fizestes deste momento uma eterna confusão.
São sentimentos que navegam
nas vagas revoltas do teu coração.
Porém tens a chave para decifrar o enigma
e reverter esta situação.
Deixe o amor entrar
e o sol do amanhecer irá penetrar
nas frestas do teu coração
e então poderás sentir
como é bom viver de novo
e sentir no rosto o soprar da brisa,
que empurra para longe
as nuvens da tua solidão.




Débora Benvenuti

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Silêncio





Ouço os sons do Silêncio,
ou será meu pensamento
que caminha lentamente,
perdido na neblina do tempo?
Ouço vozes.
Sons que me conduzem
por caminhos tortuosos,
por passagens e paisagens
esquecidas num canto
escuro do meu coração,
onde vagueiam perdidos
os fantasmas da minha solidão.
Vejo vultos cambaleantes,
que se afastam lentamente,
envoltos na neblina do tempo.
Vagueiam em silêncio,
como sombras indecisas,
tal qual chama de uma vela
quando sopra a leve brisa.
Ouço o silêncio
do meu pensamento.
A noite é escura.
No céu, a lua ilumina a rua,
e eu esqueço
os meus tropeços.
Não sei se mereço
o que sinto
neste momento,
em que nada espero,
nada quero.
Só ouço o silêncio
do meu pensamento,
que voraz,
me devora,
enquanto o silêncio
que faz lá fora
vai embora...



Débora Benvenuti

domingo, 18 de março de 2012

Nunca Mais



Nunca Mais



Nunca mais você vai ouvir
falar de mim,
porque eu vou deixar
de existir,
prá ser feliz.
Nunca mais me ouvirás falar,
das coisas que sonhamos
e que deixamos o silêncio calar.
Nunca mais eu vou acreditar
nas juras de amor
que me fizestes sonhar.
Nunca mais eu irei amar,
alguém que não soube
me fazer feliz,
e só me deixou lembranças
impossíveis de apagar.
Nunca mais irei sonhar,
sonhos impossíveis
de sonhar.
Nunca mais em meu coração
haverá lugar para eu guardar,
momentos de emoção,
que me impediram a visão,
do quanto a solidão
iria me acompanhar.
Nunca mais a chama da paixão
irá soprar,
só o vento da razão
em meu coração existirá.

Débora Benvenuti

domingo, 18 de setembro de 2011

Vem ser o meu Sol



Vem ser o meu Sol


Antes que o dia escureça
e um novo dia amanheça,
vem ser o meu sol
e me aqueça,
com o seu abraço,
me tome nos braços e
me faça mulher.
Me ame com paixão,
me beije com sofreguidão,
me faça sua amante,
e roube o meu coração.
Quero viver momentos de pura emoção,
com você ao meu lado,
quero ser chama,
quero ser paixão,
quero ser o amor
que irás carregar para sempre
na tua recordação.
Mas não quero só momentos,
quero eternizar sentimentos,
quero ser amada,
quero ser amante,
quero viver ao teu lado,
transformar nossas vidas
em momentos sublimes
de magia e sublimação.

Débora Benvenuti

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SENTIMENTOS




Sentimentos



Momentos,
Fragmentos,
Sentimentos.
Pedaços de mim
Transformados em ilusão.
Folhas secas
Caídas pelo chão.
Espera que se transforma
em solidão.
Desejos ocultos
que vem e vão,
como brisa
soprando no verão.
Doce engano,
que se repete
a cada estação.
Sentimento,
Ausência,
Espera de um sentimento
que se esvai,
Como bolhas de sabão.
Triste,
Solitária,
vagando na imensidão
de um céu amarelado
pincelado com tintas de açafrão,
na cor da solidão...


Débora Benvenuti

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O FANTASMA DA SOLIDÃO










O Fantasma da Solidão

O fantasma da solidão
assola o meu coração.
Quando a noite cai,
 eu me sinto só,
na escuridão.
Observo as folhas das árvores
fazendo sombras na janela
e a lua lá fora,
ainda bela,
me lembra quantas noites
eu fiquei a tua espera.
O espectro da noite
lança sombras na parede.
Imagens gigantescas se formam,
como se fossem grandes braços a envolver-me.
Escondo-me embaixo dos lençóis,
esperando que a sombra vá embora.
Mas por mais esforço que eu faça,
percebo que tudo é em vão.
A sombra vem e me abraça,
com tanta força,
que eu não consigo me desvencilhar desse abraço,
 que me sufoca e me mata.
Sinto as forças se esvaindo lentamente.
O suor a escorrer-me pelo corpo.
Agonizo.
Me debato inutilmente
e desfaleço nos teus braços...
Solidão.



Débora Benvenuti

sábado, 3 de julho de 2010




  


A noite chega de repente

e traz a melancolia

para me fazer companhia.

Escuto os sons da rua

e não vejo mais a lua

da janela do meu quarto.

Acho que ela se escondeu

para não me responder

o que faço eu,

se já não sei mais quem eu sou.

Serei a sombra de um amor

que está morrendo de dor,

da dor de não ter um amor.

A solidão passeia na clareira,

sob a luz da lua cheia.

Seu vulto se delineia

e eu a posso ver

se enroscando no meu travesseiro,

estendendo as mãos traiçoeira,

me abraçando por inteiro.

Tento gritar bem alto,

mas nenhum som se ouve na madrugada.

O ar está quente, abafado

e eu sinto o suor escorrer-me pela face,

deslizando em gotas,

que umedecem a minha roupa .

A solidão abre as gigantescas asas,

e pousa sobre mim.

Com garras afiadas,

rasga a minha pele,

desnuda a minha alma

e me deixa nua.

Sinto a pele arder,

os olhos escurecer

e sem poder me conter,

acordo para mais um amanhecer...


Sem você!




Débora Benvenuti