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domingo, 17 de março de 2013

Cenário de Cinema




Um cabana pequenina

iluminada pela chama da lareira,

que fica acessa a noite inteira.

Na mesa de madeira,

a ceia servida

ainda está aquecida.

Lá fora o frio é intenso.

A neve cai em flocos

tão branquinhos,

que deixa os caminhos

ainda mais gelados,

enquanto dentro da cabana

tudo é tão quentinho.

Batem à porta

e o som evoca uma lembrança

tão distante,

de outros Natais

que não existem mais.

Ficaram esquecidos na lembrança

de quando eu ainda era criança.

O calor das chamas é aconchegante.

Esqueço esses pensamentos

agora tão distantes

e abro a porta da cabana.

Lá fora o frio é cortante

e o visitante entra trêmulo e hesitante.

Retira a capa e a echarpe

que o protegia da noite fria.

Suas mãos estão protegidas

por luvas grossas de alpinista.

Percebo que está cansado e ofegante.

Talvez tenha errado o caminho

e se perdido entre as montanhas

que a neve cobriu de mansinho.

Convido-o a se aquecer,

esperar a neve derreter,

talvez o dia amanhecer,

para que o visitante

possa o seu caminho de novo ver.

A noite é tão perfeita

que até parece cenário de cinema.

Complete você agora a cena

que se passou na cabana,

depois que o visitante

junto ao fogo da lareira,

do pesado abrigo se livrou

e a sua estória contou...


Débora Benvenuti

sábado, 4 de dezembro de 2010

CENÁRIO DE CINEMA



Cenário de Cinema



Um cabana pequenina
iluminada pela chama da lareira,
que fica acessa a noite inteira.
Na mesa de madeira,
a ceia servida
ainda está aquecida.
Lá fora o frio é intenso.
A neve cai em flocos
tão branquinhos,
que deixa os caminhos
ainda mais gelados,
enquanto dentro da cabana
tudo é tão quentinho.
Batem à porta
e o som evoca uma lembrança
tão distante,
de outros Natais
que não existem mais.
Ficaram esquecidos na lembrança
de quando eu ainda era criança.
O calor das chamas é aconchegante.
Esqueço esses pensamentos
agora tão distantes
e abro a porta da cabana.
Lá fora o frio é cortante
e o visitante entra trêmulo e hesitante.
Retira a capa e a echarpe
que o protegia da noite fria.
Suas mãos estão protegidas
por luvas grossas de alpinista.
Percebo que está cansado e ofegante.
Talvez tenha errado o caminho
e se perdido entre as montanhas
que a neve cobriu de mansinho.
Convido-o a se aquecer,
esperar a neve derreter,
talvez o dia amanhecer,
para que o visitante
possa o seu caminho de novo ver.
A noite é tão perfeita
que até parece cenário de cinema.
Complete você agora a cena
que se passou na cabana,
depois que o visitante
junto ao fogo da lareira,
do pesado abrigo se livrou
e a sua estória contou...


Débora Benvenuti